
A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) concluiu, nesta quinta-feira (29), a 4° oficina do Projeto Primeiros Passos e Ações contra a Zika. A qualificação foi realizada no auditório da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER), em Teresina, e contou com a participação de gestores e profissionais de saúde.
O objetivo da ação é fortalecer a Linha de Cuidado da Atenção Integral às Crianças com Síndrome Congênita do Zika e as famílias dos pacientes que tiveram microcefalia congênita no período em que o país sofreu com a epidemia desse vírus entre os anos de 2015 e 2016.

“Essas crianças cresceram e estão entrando na puberdade ou adolescência, mas ainda com sequelas. Estamos realizando essa oficina para fortalecermos a rede de atendimento e acolhimento dessas crianças e suas famílias”, destacou Edna Batista, técnica da coordenação da criança e do adolescente da Sesapi.
Realizado em parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a atividade também contou com visita a unidades de apoio a esses pacientes para discutir a construção coletiva de um plano de ação e estratégias para os municípios com casos confirmados da síndrome.

“Essa é uma ação realizada em 10 estados brasileiros com o maior número de crianças acometidas pela síndrome congênita do zika vírus, incluindo o Piauí, que começou em 2025”, reforça Ana Beatriz Reis, técnica da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis, da Fiocruz.
Durante a oficina, também foram realizadas visitas técnicas a pontos da rede de assistência a esses pacientes em Teresina, como o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), que atuou no acolhimento inicial dos casos no estado, e uma casa de apoio responsável pelo acolhimento de 30 crianças.